Mundo do Idoso

Nós humanos começamos a envelhecer muito antes do que pensamos. Estudos apontam que nosso cérebro, nossa pele e nossas capacidades funcionais já começam a apresentar declínios antes mesmo de completarmos 30 anos de idade.

E o que isso representa para nós atualmente, ainda mais quando olhamos para a vida após os 30 anos e vislumbramos mais 40, 50, 60 ou até mais anos ainda por serem vividos? Passaremos 60% de nossa vida, em média, vivenciando um processo de declínio e envelhecimento.

Envelhecer é parte intrínseca da vida, mas, se desde a vida adulta tivermos a consciência de otimizar nossas oportunidades de manter-nos saudáveis, participativos e seguros socialmente, envelheceremos de modo senescente, potencialmente com mais qualidade de vida ao longo dos anos.

No entanto, nem sempre isto é possível, o que acaba causando um declínio acelerado de nossas capacidades funcionais e cognitivas. E o problema com tal envelhecimento senil está no risco aumentado de ultrapassarmos o limiar da incapacidade, tornando-nos idosos frágeis.

No Brasil, segundo dados do PNAD-2009, aproximadamente 9% dos idosos são classificados como frégeis. Porém, o dado mais preocupante é que 46% deles são considerados pré-frágeis. O grande problema disto é que um idoso frágil tem maior propensão à hospitalização, com tempo de internação maior e recuperação não plena. Tem maior chance de quedas, declínios de mobilidade mais acentuados e maior perda na capacidade de execução das atividades diárias.

Por isso é importante que possamos manter-nos social, física e espiritualmente ativos e participativos por mais tempo. Restaurando, mantendo, ou mesmo melhorando nossas habilidades motoras, perceptivas e cognitivas, visando sempre prevenir futuras perdas nessas funções, provendo autonomia e independência para que sigamos fazendo aquilo que nos dá prazer.